Descobri que, segundo o meu livro do código da estrada, está prevista, neste, uma cor nunca antes vista, uma cor talvez digna dos deuses, uma cor que altera todos os conceitos cromáticos desenvolvidos, sentidos, vividos até hoje. Segundo o meu livro do código da estrada, existe uma cor, da qual talvez nem o próprio Dossieicos, deus da Burocracia, residente no prédio urbano designado "Residências da Herdade do Monte do Olimpo", Lote 3, 4ºE, com o código postal 7960-228 Vidigueira, filho de Transitus, deus geral de viação, com residência sita no mesmo lugar e de Antipatheia, deusa das meninas da DGV, escolas de condução e entidades similares, residente na Rua General Norton de Matos, nº1, 1ºEsq, seja digno!
Esta cor está acima do cintilar das estrelas, acima mesmo da compreensão humana, como tantas outras regras de trânsito, tais como a circulação em Auto-Estradas de veículos que efectuem transporte de explosivos, que não podem andar a mais de 50km/h por restrição do Código da Estrada, mas que afinal sempre podem andar nas Auto-Estradas, onde só podem entrar veículos que possam atingir velocidades superiores a 60km/h.
Esta cor mete os diamantes de volta nos buracos de onde saíram.
Esta cor mete qualquer simples azul-celeste, verde-esmeralda ou preto-tomé noutros buracos ao lado dos dos diamantes.
É uma cor que não está ao nosso alcance, pelo menos dos de entre nós que não efectuam transportes de objectos indivisíveis que façam o comprimento do veículo exceder os 3,5 metros de largura ou os 20 metros de comprimento.
Podemos pensar que ao usar os piscas, estamos a cometer o acto de soberba que seria um comum condutor de um mero ligeiro de passageiros usar tal sublimada e grandiosa cor.
Mas não, os piscas são meramente alaranjados (não há cá "cores-de-lanranja") ou brancos para a frente e alaranjados ou vermelhos (nem "encarnados") para a retaguarda (que eles não sabem bem se é "a retaguarda" ou "a rectaguarda", mas têm a certeza de que nunca na história do Universo se chamará "trás"). Nada que se compare com a divina cor, que ultrapassa um humilde Pôr-do-Sol no Pacífico Sul ou ainda o mero cintilar de uma super-nova a milhões de quilómetros de distância.
Tomara que um dia também nós, os comuns titulares ou candidatos a titulares de Carta de Condução para a Categoria B pudéssemos usufruir de tal cor.
Mas não me parece que algum dia alguém nos veja a usar a notável, mais-que-cintilante, sublimemente vibrante, divina, transversal, oblíqua e longitudinal, retaguárdica, via-de-trânsitica, ligeira, pesada, tractor-agricolíca, quadricíclica, mecânica cor que é o amarelo-intermitente.
7/20/2007
7/11/2007
Mas o que é isto!? Gerovásio, está parvo?!
Gosto muito da pontuação assim...!?!
Mas não era sobre isso que eu queria escrever.
Hoje fiquei muito desanimado com o nosso Paíszinho e com a minha ultimate prova de tancice e estupidez.
Fui fazer o exame de código. Foi assim:
Saí de casa.
Check chaves? OK
Check carteira? OK
Check telemóvel? OK
Check papelinho que me deram na escola de condução? OK
Check bilhete de identidade? OK, com reservas: "fotocópia"
Fui até ao metro, apanhei o metro, saí em Chelas (coitado do Conde de Chelas, o que lhe fizeram ao condado) e tentei encontrar a APEC. A APEC é um sítio muito giro onde deve haver mais cunhas e batotas do que as que a Bárbara Guimarães deve ter para poder ter aquele programa fantástico onde se pergunta aos intelectuais se as personagens dos livros deles também vão à FNAC.
Disse ao que ia na secretaria, a menina mandou-me sentar-me na sala de espera depois de ter atendido a amiga dela que me passou à frente e que era Mãe do Ricardo e da Fábia Cristina, se não estou em erro.
Aguardei mais ou menos uma hora, apareceu um velho senhor (mesmo um senhor velho) que fez a chamada. Agora sou o Francisco Marques Pinto, mucho gusto.
O senhor pediu-me a licença de aprendizagem e o BI, perguntou se a fotocópia era o original e tentou descompor-me por não ser. Eu perguntei três ou quatro vezes se não dava, ele disse que não. Mandou-me à secretaria. A menina estava a falar com o filho que, se não me engano, não sabia o que é que havia de tirar do frigorífico para comer. Tive de esperar que o menino se calasse e fosse almoçar e a menina lá me disse que nem pensar, que horror, uma fotocópia!!!
Pronto, eu também fui estúpido em não ter levado o Bilhete de Identidade original, mas o velho escusava de ser malcriado. Eu não fui...
Bem, e agora é mentalizar-me da perda dos 120 euros, de que eu gostava tanto, um deles até foi uma moeda de 1 Euro da Grécia, de que eu gostava tanto, e do atraso...
E estudar código, para ter mais probabilidades de ser aprovado no dia 23...
Mas agora: se eles não fossem picuinhas com as regras, eu já podia ter passado e estaria agora feliz e a gostar deles, por me terem feito o jeito, q não teria prejudicado ninguém, mas neste País temos de adoptar os maus costumes dos outros Países europeus, para ver se saímos da cauda da Europa e vamos para lá do Mediterrâneo onde só há desonestos e miséria(s).
Amargamente,
Uma braço,
Francisco (se é que me soube identificar)
Mas não era sobre isso que eu queria escrever.
Hoje fiquei muito desanimado com o nosso Paíszinho e com a minha ultimate prova de tancice e estupidez.
Fui fazer o exame de código. Foi assim:
Saí de casa.
Check chaves? OK
Check carteira? OK
Check telemóvel? OK
Check papelinho que me deram na escola de condução? OK
Check bilhete de identidade? OK, com reservas: "fotocópia"
Fui até ao metro, apanhei o metro, saí em Chelas (coitado do Conde de Chelas, o que lhe fizeram ao condado) e tentei encontrar a APEC. A APEC é um sítio muito giro onde deve haver mais cunhas e batotas do que as que a Bárbara Guimarães deve ter para poder ter aquele programa fantástico onde se pergunta aos intelectuais se as personagens dos livros deles também vão à FNAC.
Disse ao que ia na secretaria, a menina mandou-me sentar-me na sala de espera depois de ter atendido a amiga dela que me passou à frente e que era Mãe do Ricardo e da Fábia Cristina, se não estou em erro.
Aguardei mais ou menos uma hora, apareceu um velho senhor (mesmo um senhor velho) que fez a chamada. Agora sou o Francisco Marques Pinto, mucho gusto.
O senhor pediu-me a licença de aprendizagem e o BI, perguntou se a fotocópia era o original e tentou descompor-me por não ser. Eu perguntei três ou quatro vezes se não dava, ele disse que não. Mandou-me à secretaria. A menina estava a falar com o filho que, se não me engano, não sabia o que é que havia de tirar do frigorífico para comer. Tive de esperar que o menino se calasse e fosse almoçar e a menina lá me disse que nem pensar, que horror, uma fotocópia!!!
Pronto, eu também fui estúpido em não ter levado o Bilhete de Identidade original, mas o velho escusava de ser malcriado. Eu não fui...
Bem, e agora é mentalizar-me da perda dos 120 euros, de que eu gostava tanto, um deles até foi uma moeda de 1 Euro da Grécia, de que eu gostava tanto, e do atraso...
E estudar código, para ter mais probabilidades de ser aprovado no dia 23...
Mas agora: se eles não fossem picuinhas com as regras, eu já podia ter passado e estaria agora feliz e a gostar deles, por me terem feito o jeito, q não teria prejudicado ninguém, mas neste País temos de adoptar os maus costumes dos outros Países europeus, para ver se saímos da cauda da Europa e vamos para lá do Mediterrâneo onde só há desonestos e miséria(s).
Amargamente,
Uma braço,
Francisco (se é que me soube identificar)
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